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Usiminas, CSN e ArcelorMittal aumentam preços em 10%

Fernanda Guimarães

23 de fevereiro de 2020| 05h03

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Por Fernanda Guimarães

Na esteira da subida do dólar em relação ao real, as siderúrgicas já anunciaram aumento de preços do aço plano em torno de 10% para seus clientes, que vai começar a valer a partir da primeira semana de março. Usiminas deu a largada, seguida prontamente pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e logo depois pela ArcelorMittal.  A Gerdau ainda não fez o anúncio, mas deve seguir as concorrentes. As siderúrgicas estão buscando recompor suas margens, depois de reportarem no ano passado resultados refletindo uma economia brasileira bastante desaquecida.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

 

 

fevereiro 26, 2020 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário

Siderúrgicas vão reajustar preço em 10% em janeiro

Valor Econômico 05/12/2019

A depreciação do real frente ao dólar, com a moeda negociada na faixa de R$ 4,20, abriu espaço para que as siderúrgicas brasileiras de aços planos aumentem os preços do aço a partir do primeiro dia de janeiro. Os percentuais, para o mercado em geral, vão ficar ao redor de 10%. Especificamente para montadoras de automóveis, que têm negociações anuais, em separado, o reajuste em discussão é de até 7,5%.

O argumento das empresas é que com o câmbio atual o valor das matérias-primas – minério de ferro e carvão, principalmente -, dolarizados, sobem, impactando os custos de produção. Ao mesmo tempo, fez com que o prêmio do produto nacional em relação ao importado internado nos portos brasileiros ficasse negativo, na faixa de 4% e 6%.

Ontem, seguindo a decisão de suas concorrentes Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Usiminas, a Gerdau também decidiu comunicar aos clientes alta de 9,5% a partir do dia 2 de janeiro, conforme apurou o Valor com fontes do setor siderúrgico e com empresas consumidoras.

As siderúrgicas, procuradas, informam que não comentam acertos de preços com clientes.

A companhia gaúcha fabrica dois tipos de aço plano: laminado a quente, para diversas aplicações na indústria e construção civil, e chapa grossa, que tem usos mais específicos, como a indústria naval e a de implementos agrícolas.

A primeira siderúrgica a falar em aumento do aço em janeiro foi a Usiminas, sexta-feira passada, em evento com investidores em São Paulo. Informou que seriam 5%, pois, no fim de outubro, a empresa já tinha anunciado que estava aplicando reajuste de outros 5% ao longo deste trimestre.

Na quarta-feira à noite, conforme antecipou o Valor PRO, serviço de informação e tempo real do Valor, a CSN decidiu reajustar suas tabelas de preços em 10% a partir de 1º de janeiro. A informação foi confirmada ao jornal pelo diretor executivo comercial e de logística da siderúrgica, Luiz Fernando Martinez.

O aumento contempla todos os tipos de aços da CSN. Em planos, os laminados a quente, frio, zincado, folhas metálicas e pré-pintados. Nos longos, principalmente vergalhões. A nova tabela vai atingir consumidores da distribuição, construção civil, fabricantes de tubos e indústria em geral, como autopeças e linha branca.

Já com as montadoras de automóveis, segundo Martinez, as negociações encontram-se na fase final, com propostas da siderúrgica de aumento de 5% a 7,5%. Os novos preços para os clientes do setor automotivo também valerão a partir do início de janeiro.

Segundo uma fonte disse ao Valor, ontem à noite a ArcelorMittal Tubarão também deveria divulgar alta de seus produtos – laminados a quente, a frio e galvanizados. A expectativa dos consumidores era de que a empresa adotasse percentual semelhante aos concorrentes Gerdau e CSN.

O câmbio valorizado já afetou as importações de aços planos no país – em novembro, foram 48 mil toneladas, ante 100 mil um ano atrás. Em onze meses, a entrada de produto estrangeiro, que tem China como maior fornecedor, também registrou queda. A previsão é que o consumo aparente – vendas internas mais importados – do país feche este ano entre 3% e 3,5%. Para todos os tipos de aço – 2,5%.

Segundo Carlos Loureiro, presidente do Inda, entidade dos distribuidores de aços planos, a expectativa é que 2020 seja um ano de recuperação. Para os aços planos, se prevê consumo aparente de 4% a 5% maior – puxado por maior consumo e reposição de estoques. Nos aços longos, estima-se de 8% a 9% de alta, favorecidos pela expansão da construção imobiliária.

dezembro 10, 2019 Posted by | Sem categoria | Deixe um comentário